domingo, 15 de fevereiro de 2015

Geraldo Vandré - Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré, nome artístico de Geraldo Pedrosa de Araújo Dias (João Pessoa, 12 de setembro de 1935) é um advogado, cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro, conhecido por ser um dos nomes mais célebres da música popular brasileira. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo.

Biografia

Foi o primeiro filho do casal José Vandregísilo e Marta.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre outras.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção da TV Globo com Pra não Dizer que não Falei das Flores, muitas vezes chamada de "Caminhando e cantando". A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante o governo militar, e foi censurada. O Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival, a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada pelo público presente no festival, que bradava exigindo que o prêmio viesse a ser da música de Geraldo Vandré.

Hoje, Geraldo Vandré reside no centro da cidade de São Paulo, mas sempre viaja para o Rio de Janeiro ou Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 12 de setembro de 2010 (dia de seu aniversário de 75 anos), Vandré concedeu no Clube da Aeronáutica no Rio de Janeiro uma polêmica entrevista2 ao jornalista Geneton Moraes Neto, na qual critica o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura militar, mas sim pela falta de motivação para compor ao público brasileiro, vítima do processo de massificação cultural.

Letra

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Carl Orff - Carmina Burana




Flash Mob
Solistas, Coro, Orquestra de Volksoper de Viena fizeram uma performance especial com passageiros e transeuntes.


Carl Orff (Munique, 10 de julho de 1895 — Munique, 29 de março de 1982) foi um compositor alemão, um dos mais destacados do século XX, famoso sobretudo por sua cantata Carmina Burana.

Contudo, a sua maior contribuição se situa na área da pedagogia musical, com o Método Orff de ensino musical, baseado na percussão e no canto. Orff criou um centro de educação musical para crianças e leigos em 1925, no qual trabalhou até a data do seu falecimento.


Vida

Carl Orff se recusava a falar publicamente sobre seu passado. É sabido entretanto que nasceu em Munique, oriundo de uma família da alta burguesia bávara, muito ativa na vida militar alemã.

Orff estudou na Academia de Música de Munique até 1914. Serviu então às forças armadas durante a Primeira Guerra Mundial. Posteriormente, atuou nas óperas de Mannheim e Darmstadt, retornando depois a Munique, para continuar seus estudos musicais.

Em 1925 foi cofundador da Guenther School, para atividades físicas, músicas e dança em Munique, na qual trabalhou com iniciantes em música até o fim de sua vida. Pelo constante contato com crianças, desenvolveu suas teorias de educação musical neste período.

Embora a associação de Orff com o nazismo nunca tenha sido comprovada, Carmina Burana tornou-se muito popular na Alemanha nazista depois de sua apresentação na cidade de Frankfurt, em 1937. Orff era amigo de Kurt Huber, um dos fundadores do movimento de resistência Die Weiße Rose (em alemão, '"A rosa Branca"), condenado à morte pelo Volksgerichtshof e executado pelos nazistas em 1943. Depois da Segunda Guerra Mundial, Orff alegou ter sido membro do grupo, tendo-se envolvido na resistência, mas não há evidências disso.

Orff foi enterrado na igreja barroca do Mosteiro de Andechs, no priorado de Andechs, sul de Munique.


Trabalho musical

Carl Orff é mais conhecido por Carmina Burana (1937), uma cantata encenada. É a primeira de uma trilogia intitulada Trionfi, que também inclui Catulli Carmina e Trionfo di Afrodite. Essas composições refletem seu interesse pela poesia medieval alemã. É descrita pelo compositor como "a celebração de um triunfo do espírito humano pelo o balanço holístico e sexual". O trabalho foi baseado no verso erótico do século XIX de um manuscrito chamado Codex latinus monacensis, encontrado num mosteiro da Baviera em 1803 e escritos pelos goliardos. Apesar de moderno em algumas de suas composições, Orff soube capturar o espírito da era medieval em sua trilogia. Os poemas medievais foram escritos em uma forma arcaica de alemão e latim.

Com o sucesso de Carmina Burana, Orff abandonou todos os seus trabalhos anteriores, exceto por Catulli Carmina e En trata, que foram reescritos até serem reaceites por Orff. Como fato histórico, Carmina Burana é provavelmente a peça mais famosa da Alemanha nazista. Foi tão popular que Orff recebeu subsídios em Viena para compor uma música para Sonho de uma Noite de Verão, a fim de substituir a música banida de Mendelssohn.

Orff relutava em denominar seus trabalhos simplesmente como óperas. Por exemplo, ele designou Der Mond (ou A lua em língua alemã) (1939) como Märchenoper (ou Ópera de conto de fadas). Die Kluge (A mulher sábia) (1943) também se incluía na mesma categoria, segundo ele. Em ambas as composições existe o mesmo som medieval ou atemporal, sem copiar os idiomas musicais do período.

Sobre Antígona (1949), Orff alega que não era uma ópera, mas sim uma configuração musical de uma tragédia arcaica. O texto é uma excelente tradução para o alemão, por Friedrich Hölderlin, da peça de Sófocles do mesmo nome. A orquestração depende muito da percussão, mas é simples. Foi definida por muitos como minimalista, em razão da linha melódica da obra. A história da caça de Antígona é similar à de Sophie Scholl, heroína da Rosa Branca.

O último trabalho de Orff, De Temporum Fine Comoedia (Uma peça para o final dos tempos), teve sua apresentação no festival de música de Salzburgo em 20 de agosto de 1973, executada por Herbert von Karajan com a Orquestra Sinfônica e de Coro de Colônia.


Carmina Burana (latim; em português: "Canções da Beuern" — "Beuern" é abreviação de Benediktbeuern) é o nome dado a poemas e textos dramáticos manuscritos do século XIII As peças são em sua maioria picantes, irreverentes e satíricas e foram escritas principalmente em latim medieval, algumas partes em médio, alto, alemão e alguns com traços de Francês antigo ou provençal. Há também partes macarrônicas, uma mistura de latim vernáculo, alemão ou francês.

Os manuscritos refletem um movimento europeu "internacional", com canções originária de Occitânia, França, Inglaterra, Escócia, Aragão, Castela e do Sacro Império.

Vinte e quatro poemas do Carmina Burana foram musicalizados por Carl Orff em 1936; a composição de Orff rapidamente se tornou popular, o movimento de abertura e de fecho "O Fortuna", tem sido utilizada em filmes e eventos se tornando a peça clássica mais ouvida desde que foi gravada.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Earth, Wind & Fire - After The Love Has Gone

O Earth, Wind & Fire é uma banda renomada dos Estados Unidos fundada em 1969 por Maurice White, a banda domina diferentes estilos musicais como Funk, R&B, Disco Music e Soul.

A história do Earth, Wind & Fire começa em Memphis, em 1941, onde nasce Maurice White, fundador da banda. Em plena adolescência, ele e a família se mudam para Chicago, onde Maurice começa a trabalhar como baterista da gravadora Chess Records. Em 1967, passa a integrar o Ramsey Lewis Trio por pouco tempo, pois em 1969 ele se junta a mais dois amigos, Wade Flemons e Don Whitehead, e conseguem assinar contrato com a gravadora Capitol Records, sob o nome de "Salty Peppers". Porém Maurice achou que o nome da banda não caía tão bem, então resolveu mudar o nome de "Salty Peppers" para "Earth, Wind & Fire", nome baseado no signo de Sagitário (signo de Maurice). Na astrologia, o signo de sagitário tem como elemento de regência natural o fogo e regências sazonais em terra e vento. Ainda em 1969, entram na banda o vocalista Sherry Scott e o percussionista Phillard Williams e, em 1970, o irmão mais novo de Maurice, Verdine, entra como baixista, tendo Michael Beale na guitarra, Chester Washington na bateria, Leslie Drayton no trompete e Alex Thomas como trombonista, - que inicialmente era o arranjador da banda - e Flemons nos vibes, piano elétrico e vocais. Já em estúdio, em 1970 lançam o primeiro auto-intitulado disco da carreira e, em 1971, o álbum The Need Is Love, que trazia o single "I Think About Lovin' You".

Após o lançamento de The Need Is Love, a banda se desmanchou, ficando apenas os irmãos White e, imediatamente após a saída dos músicos, Maurice e Verdine começaram a trabalhar numa nova formação. O primeiro membro a entrar na banda foi Jessica Cleaves nos vocais, Ronnie Laws no saxofone, Roland Bautista na guitarra, Larry Dunn nos teclados, Ralph Johnson na percussão e Philip Bailey nos vocais e percussão.

Com uma nova formação e uma nova gravadora, a Columbia CBS, lançam o disco Last Days and Time, que trazia canções como "Where Have All The Flowers", "Make It With You" e a canção Power, onde Maurice introduz pela primeira vez na banda a Kalimba (instrumento musical africano), que é marca registrada do grupo até hoje. Em 1973 sai o álbum Head To The Sky, que rendeu os dois primeiros sucessos, "Evil", co-escrito por Maurice e Philip, e a faixa título "Keep Your Head To The Sky", ambos ficando entre as 30 melhores R&B. No ano seguinte, o álbum "Open Our Eyes" trazia canções como "Mighty Mighty", que ficou entre as 30 primeiras na parada pop americana, e "Devotion", que continha uma mensagem espiritual muito profunda.
O Grande Sucesso

O sucesso internacional só veio em 1975, com a trilha sonora de That's The Way Of The World. Apesar do filme não ter feito grande sucesso, a trilha sonora feita inteiramente pelo Earth Wind & Fire foi um sucesso com canções como "Shining Star", "That's The Way Of The World", "Africano" e "Reasons" que deram ao grupo o Grammy de melhor álbum de funk. No mesmo ano, sai o disco Gratitude, que trazia canções como "Can't Hide Love" e "Sing A Song"; e o Earth, Wind & Fire recebe o disco de platina. Em paralelo à banda, Maurice criou a Kalimba Productions que passou a produzir todos os discos da banda e de artistas como Deniece Williams, Barbra Streisand, e bandas como The Emotions.

Em 1976, sai o álbum Spirit que trouxe canções como "Getaway", "Imagination" e "Saturday Night", foi a partir de Spirit que a banda passou a trabalhar mais as performances ao vivo com lasers, efeitos de luz, violinistas, pirâmides voadoras e roupas coloridas e divertidas que acabaram por se tornar marca registrada da banda.

Em 1977, outro grande sucesso, o álbum All'n'All que trouxe inesquecíveis músicas como "Jupiter", "Be Ever Wonderfull", "Love's Holiday", "I'll Write A Song For You" e "Fantasy", nesta mesma época o Earth Wind & Fire introduziu em suas performances uma mega pirâmide que engolia a banda como num truque de mágica. 1978 foi um ano especial para a banda, pois lançaram o álbum The Best Of EW&F Vol I, que trouxe os grandes sucessos e três inéditas, "Love Music", "Got To Get You Into My Life" (música tema do filme Sgt.Pepper's Lonely Heart's Club Band) e o efêmero sucesso da disco music, "September" (produzida para uma campanha da Unicef), em 1979 outro mega sucesso, o álbum I Am, no auge da era disco o álbum trouxe canções como "In The Stone", "Let Your Feelings Show", "After The Love Has Gone" e "Boogie Wonderland".

A banda entra na década de 80 a toda força com o álbum duplo Faces, em 1981 lançam o álbum Raise!, que levou o disco duplo de platina e trouxe músicas como "My Love", "Wanna Be With You" e "Let's Groove", e em 1983 o álbum Powerlight de grande sucesso, entre 83 e 86 a banda dá uma pisada no freio e uma relaxada rápida, pois em 1987 lançam o single System of Survival que atinge o primeiro lugar na Billboard e "Thinking Of You" que integram o disco Touch The World do mesmo ano, em 1988 sai o álbum The Best Of EW&F VOL II.
Anos 90 e Atualidade

Em 30 de julho de 1993, o saxofonista Don Myrick foi baleado fatalmente pelo Departamento de Polícia de Los Angeles em um caso de erro policial. Cinco anos mais tarde, Maurice White anunciou que ele foi diagnosticado com a Doença de Parkinson. Em 13 de outubro de 1993, o ex-Earth, Wind & Fire, membro de 1970-1972, Wade Flemmons morreu em Battle Creek, Michigan. Em 15 de setembro de 1995, Earth, Wind & Fire foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Mesmo sem fazer turnês devido ao problema de saúde de Maurice, ele continua gravando e produzindo a banda, In The Name Of Love foi lançado em 1997, pela Pyramid Records. Em 2000, a banda foi incluída no Hall da Fama do Rock ‘n’ Roll, em 2003 foram incluídos no Hollywood's RockWalk e Maurice e Philip no Hall da Fama dos vocalistas. Em 2002 lançam o álbum Live In Rio, gravado em 1980 no ginásio do Maracanãzinho no Rio de Janeiro, em 2003 colocam no mercado o álbum The Promise que faz grande sucesso e traz a música All In The Way", que entra para a lista de clássicos da banda. Em 2004, a banda lança o disco Illumination que foi indicado ao Grammy na categoria R&B e indicada ao Soul Train Music Award. Nos últimos dois anos, a banda vem realizando shows com a banda Chicago. Em 11 de Dezembro de 2007, a banda realizou um show no prêmio Nobel da Paz em Oslo, Noruega; junto com outros artistas e foi transmitido ao vivo para mais de 100 países, incluindo o Brasil. Em toda a carreira o Earth, Wind & Fire vendeu mais de 80 milhões de discos, ganhou 40 Music American Awards, 7 Grammys, além de 22 indicações ao mesmo prêmio. As canções September" e Boogie Wonderland" integram a Trilha Sonora do filme francês "Intouchables" produzido em 2011 por Olivier Nakache e Éric Toledano, o mais rentável filme francês da história, estrelado por François Cluzet e Omar Sy.


Discografia de Earth, Wind & Fire


Álbuns de estúdio
    (1970) - Earth, Wind & Fire
    (1971) - The Need of Love
    (1972) - Last Days and Time
    (1973) - Head to the Sky
    (1974) - Open Our Eyes
    (1975) - That's the Way of the World
    (1976) - Spirit
    (1977) - All 'N All
    (1979) - I Am
    (1980) - Faces
    (1981) - Raise!
    (1983) - Powerlight
    (1983) - Electric Universe
    (1987) - Touch the World
    (1990) - Heritage
    (1993) - Millennium
    (1997) - In the Name of Love
    (2003) - The Promise
    (2005) - Illumination
    (2013) - Now, Then and Forever

Letra-Tradução

Depois Que O Amor Acabou (After The Love Has Gone)

Por algum tempo para o amor era tudo o que poderiamos fazer
Éramos jovens e sabíamos
E os olhos estavam vivos
Lá no fundo sabíamos que nosso amor era verdadeiro
Por algum tempo nós não prestamos atenção ao passado
Sabíamos que o amor ia durar
Toda noite, alguma coisa era certa "
Gostaria de convidar-nos para dançar

Alguma coisa aconteceu ao longo do caminho
O que costumava ser feliz ficou triste
Alguma coisa aconteceu ao longo do caminho
E ontem era tudo que tínhamos
E, oh, após o amor se foi
Como você poderia me levar
E não me deixar ficar por ai
Oh oh oh depois que o amor acabou
O que costumava ser o certo ficou errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado

Por algum tempo para amar uns aos outros com todas as
Iríamos precisar
O amor foi forte por muito tempo
Nunca soube que o que foi
Errado, oh babe não estava certo
Tentamos encontrar o que tínhamos
Até que a tristeza era tudo que nós compartilhamos
Estávamos com medo neste caso levaria o nosso amor em
Alguma coisa aconteceu ao longo do caminho
Ontem era tudo que tínhamos
Alguma coisa aconteceu ao longo do caminho
O que costumava ser feliz é triste

Alguma coisa aconteceu ao longo do caminho
Oh ontem era tudo que tínhamos
E, oh, após o amor se foi
Como você poderia me levar
E não me deixar ficar ao redor
Oh oh oh depois que amor se foi
O que costumava ser o certo está errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado

Oh oh oh oh oh oh depois do amor foi embora
O que costumava ser o certo esta errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado
Oh, woh woh após o amor se foi
O que costumava ser o certo está errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado

Oh, woh woh após o amor se foi
O que costumava ser o certo está errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Oh, woh woh após o amor se foi
O que costumava ser o certo está errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado

Woh woh woh após o amor se foi
O que costumava ser o certo está errado
Pode o amor que está perdido ser encontrado
Woh woh woh

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Sabedoria do Desapego...

“Tudo passa e o Bem permanece.” (Bezerra de Menezes.)


Pode parecer utopia falar em desapego em uma época em que uma das frases mais pronunciadas é: “E o que eu ganho com isso?” e a troca de interesses impera nos relacionamentos sociais e profissionais, resultando numa sociedade calculista, egoísta e inescrupulosa.

As consequências destas atitudes são as desigualdades sociais, a corrupção como regra comum e o individualismo predominante.

O Bhagavad Gita , a “sublime canção da Índia”, há 7.000 anos já tratava do necessário exercício do desapego, trazendo uma proposta de vida que merece reflexão. Expõe a obra que “a auto realização consiste em trabalhar intensamente e renunciar a cada momento ao fruto do trabalho”. Convida-nos a agir no bem não mais dependendo dos frutos dessa ação, com desinteresse de lucro pessoal, desapegando-se dos desejos egoísticos.

Vamos encontrar a informação que o sinal mais característico de imperfeição é o interesse pessoal, sendo sinal notório de inferioridade o apego às coisas materiais. Quando o nosso ego domina nossas ações temos atitudes egoísticas de somente satisfazer nossos desejos e vontades, sem medir as consequências por essa escolha.

Sábio é aquele que renuncia pela força da verdade a si mesmo, libertando-se do egoísmo – caminho seguro para a felicidade plena.


 Os Espíritos Superiores

Desapegar-se é preservar a alma livre das coisas exteriores, libertando-se das paixões e do ódio (e dos impulsos que o geram). O meio mais eficaz de combater o predomínio da natureza corpórea é praticar a abnegação e o desprendimento de si mesmo. 

nos orientam a agir no bem sem segunda intenção, a sacrificar o interesse pessoal pelo bem do próximo, exercitando a mais meritória das virtudes: a verdadeira e desinteressada caridade.

Quando se propõe o desapego, não significa abandonar o “mundo”, mas entender a existência terrena como transitória e impermanente; o que é imortal e verdadeiro é o Espírito. Desconhecendo ou abdicando desta verdade muitos comprometem a saúde, a família, os amigos e a própria felicidade em busca das conquistas temporárias. Esquecer ou deixar para mais tarde a evolução espiritual, a aquisição das riquezas “que as traças não corroem” em troca dos prazeres e dos tesouros materiais, é marca inegável de apego e imperfeição.

A vida é feita em ciclos. É preciso saber quando uma etapa chega ao final e permitir que ela se encerre. O fim de um emprego, de um relacionamento, um filho que parte para longe, um amigo que desencarna... A felicidade consiste em desapegar-se das coisas, pessoas, situações e sentimentos e permitir que uma nova etapa se inicie em nossa vida, assegurando-nos de não ficarmos magoados e nem deixarmos mágoas nos outros. Isso não significa amar menos ou descuidar, mas, ao contrário, enquanto o amor liberta e cuida, o apego aprisiona e sufoca.

Allan Kardec  afirma: ”o egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, caso queira assegurar a sua felicidade tanto neste mundo quanto no futuro”.

Desapegar-se é deixar de ser egoísta é estar cada vez mais próximo de si mesmo, de Deus, e muito  - mas muito mais -  próximo da felicidade.(Fonte:Consolador)